sábado, 2 de janeiro de 2010

Noite sem fim

Oi pessoal,
Eu escrevi alguns contos e gostaria de compartilha-los com vocês. É de suspense...
O título é NOITE SEM FIM...


Numa pequena cidade, existe uma casa onde ninguém entra. Segundo a lenda, essa casa é amaldiçoada. Dizem que uma mulher foi morta por um lobo vermelho que surgiu de uma chama. Seu espírito vaga por aquele lugar e quem entrar a noite, só sai no dia seguinte, pois a mulher passa a noite perturbando a vitima.
Duas adolescentes que se mudaram para essa cidade, não acreditavam nessa história. Quiseram conferir, para ver se era isso era real. Uma delas tinha 15 anos, Luana, e a outra, 16 anos, Bárbara.
Elas combinaram de se encontrar à meia-noite em frente a casa amaldiçoada. Quando deu meia-noite, Luana e Bárbara chegaram no lugar marcado. Elas não estavam com medo, pois não acreditavam em coisas sobrenaturais.
Ficaram alguns segundos olhando para a casa.
— Vamos! Vamos logo ver essa mulher. — disse Luana, ansiosa.
— Vamos!
As meninas se aproximaram da porta, respiraram fundo e entraram. A porta estava destrancada. Começara andar sobre a sala vazia e escura. Luana acendeu a luz e continuou andando pela sala. De repente a porta se fechou, fazendo um barulho enorme. Elas saltaram para trás, já estavam apavoradas.
— Calma Luana. Foi apenas um vento que a fechou. Vamos abri-la. — Bárbara tentou manter a calma.
Ao se aproximarem da porta, perceberam que ela estava trancada e que não foi apenas um vento que a fechou.
— E agora Bárbara? Estamos presas. Foi aquela mulher que nos trancou.
— Para de ser retardada. Isso é só uma lenda. Essa mulher não existe. Acho que alguém nos trancou do lado de fora, para nos amedrontar.
Um grito inesperado soou por todos os lados. Luana gritou de medo, abraçando a Bárbara.
— Olha ela ali Bárbara.
Quando a Bárbara se virou, sentiu um grande arrepio por todo o corpo. Ela estava vendo a tal mulher flutuando. Sua aparência era horrível. Seus cabelos eram chamas vivas, seu corpo era cinza, uma cor morta. Suas unhas estavam imundas e bem grandes. Seu lábio estava roxo.
— Vocês vieram me visitar, meninas? Espero que não estejam com sono, porque vão ficar a noite toda comigo. — disse a mulher, abrindo um sorriso assustador.
— Deixa agente em paz. Eu quero ir embora. — gritou Bárbara.
— Você não acreditava que eu existia. Agora vai ficar aqui comigo. Venha me abraçar.
Agora a mulher disparou em direção as meninas, soltando varias risadas. Parecia risada de bruxas. As meninas entraram em desespero, ao ver aquela mulher horrível voando em suas direções.
— Vem Luana.
Bárbara pegou Luana pela mão e começou a correr para os outros cômodos da casa. Entraram em um quarto sujo. Encontraram um guarda-roupa antigo, então resolveram entrar, para se esconderem. A voz da mulher amaldiçoada estava cada vez mais próxima. Elas não tinham muito tempo, precisavam se esconder, imediatamente, se quisessem escapar dela.
— Entre aqui Luana. — disse Bárbara, abrindo a porta daquele guarda-roupa.
Luana entrou e em seguida a Bárbara. Elas fecharam a porta e ficaram em silêncio. O coração delas começou a disparar, a respiração ficou ofegante. Luana começou a chorar, ia começar a gritar, mas Bárbara pressionou, com força, a mão em sua boca.
— Onde vocês estão, minhas queridinhas? Querem brincar de esconde-esconde? Eu vou achar vocês...Ninguém se esconde da Margaret.
Ela entrou no quarto e começou procurar as meninas. Passou em frente o guarda-roupa e ouviu a respiração ofegante das meninas.
— Achei vocês... Eu disse que ninguém se esconde de mim. Venham brincar comigo, meninas. Saiam já daí. — gritou Margaret, batendo na porta do guarda-roupa.
As meninas começaram a gritar, desesperadas. Estavam arrependidas de terem invadido o território de Margaret, mas era tarde demais para se arrependeram. Já que estavam ali, o único jeito era se esconderem dela e esperar o dia amanhecer, pois durante a noite Margaret não permitia suas vítimas saírem.
Margaret abriu a porta do guarda-roupa e começou a gritar com elas, deixando-as, ainda mais, aterrorizadas. Seus olhos pareciam duas bolas de fogo.
— Deixa agente em paz, sua bruxa. — gritou Luana, se encolhendo.
— Mas foram vocês que vieram atrás de mim. Agora vão ter que passar o resto da noite comigo.
Sem pensar muito, Bárbara disparou do guarda-roupa e correu para o banheiro. Luana a seguiu, se batendo nos objetos que estavam em sua direção.
Essa era a parte que Margaret mais se deleitava, ver suas vitimas correndo desesperadas, tentando se esconder, por isso ela não fez questão de impedi-las.
— Lá vou eu...
Dessa vez elas se trancaram no banheiro. Estavam sentindo muito medo. O banheiro estava escuro, não tinha lâmpada alguma. Bárbara podia sentir seu coração disparado, o medo a possuiu por completo. Luana continuava chorando, achando que nunca mais ia sair daquela casa. Começou a pensar em seus pais, desejou muito encontrá-los naquele momento e se ver livre daquela mulher.
A hora foi passando depressa. Estava perto de amanhecer, e elas continuavam trancadas no banheiro. Por sorte a Margaret não as encontrou. O medo crescia a cada segundo, nunca haviam sentido tanto medo assim. Permaneceram quietas, em silêncio absoluto. Tentaram controlar a respiração, para não fazerem nenhum barulho.
De repente começaram a ouvir as risadas de Margaret se aproximarem. Podiam perceber que ela não estava tão contente como no começou. Sua risada parecia impaciente e irritada por não encontrar as meninas.
O medo voltou, e dessa vez em dobro. Elas conseguiram se esconder, praticamente a noite toda. Aquela voz se aproximava, anunciando que a paz estava prestes a acabar.
A voz cessou. Luana e Bárbara sentiram-se aliviadas, pois a Margaret não estava mais perto do banheiro.
— Achei vocês, suas pestinhas.
O banheiro clareou, pareceu que acenderam a luz, mas não. Viram que os cabelos e os olhos da Margaret estavam mais acessos que nunca, iluminando todo o ambiente.
Mais uma vez elas começaram a gritar. Colocaram-se de pé para tentar abrir a porta, mas Margaret correu e as impediu. Um frio penetrou na pele de Bárbara. Estavam encurraladas, não tinha como escaparem.
Margaret tirou de seu bolso um pote vermelho, onde havia varias chamas pequenas pulando. Quando ela ia abrir para soltar as pequenas chamas nas meninas, uma outra luz entrou pelo vidro do banheiro.
— É o sol. Estamos salvas. — disse Luana, aliviada.
Estava amanhecendo. Terminou o período de perturbação. Elas estavam salvas.
— Graças a Deus. Essa noite parecia não ter fim.
Margaret desapareceu num piscar de olhos.
Luana e Bárbara saíram da casa e nunca mais passaram por perto dela.

9 comentários:

Nina Tavares disse...

Oi Joéliton!
Visitei seu site e achei muito interessante seu livro, a história parece ótima! E seu blog tbm é muito bom, conquistou uma seguidora. Vc escreve muito bem e pode ter certeza que ajudarei no que for preciso para divulgar seu trabalho. É muito raro ver jovens se interessando pela literatura, e me comove ver quando isso acontece. Parabéns!

Alyne disse...
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Alyne disse...

Oi olha amei o seu blog e keria saber mas mt mas sobre seu livro...Sou evangélica assim como vc e sou FÃ do andré valadão eiiiii
amei esse conto da LUANA e da BARBARÁ será q vc podia seguir meu blog???

MIL beijos e fike com
DEUS!!!

Alyne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alyne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RETIRO do ÉDEN disse...

Muito belo este conto.
Que o SOL ilumine sempre teu coraçãozinho em toda a tua brilhante vida.
Forte abraço
Mer

Zé Carlos disse...

Olá amigão, vc é um grande escritor.... Estou lhe seguindo tb e obrigado pela visita.

Um abraço do ZC

Alyne disse...

Eiii vc ja plubicou algum livro....
To escrevendu um mas precisu de mas dicas de como plubicar se você poder em dar eu vou te agradecer mt!!!!!

Nathalia Jonas disse...

ooi , muito obrigada pelo elogio do meu blog , fico feliz em saber que tem pessoas como você que sabem elogiar as pessoas :)
seu blog , sua história , seu livro tudo muito interessante , você escreve muito bem ! espero que você cresça muito como escritor , irá se dar muito bem :)
se não for pedir muito ajuda a divulgar meu blog ? *-*